Dólar avança, após dados positivos de emprego nos EUA

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Notas de dólar

 

O dólar ampliou o avanço para mais de 1%, acima de R$ 3,80 nesta sexta-feira (6), após números fortes sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos reforçarem as apostas em aumento dos juros norte-americanos em dezembro, o que tornaria menos atrativos investimentos em países como o Brasil.

Às 16h25, a moeda norte-americana avançava 0,06%, a R$ 3,7788 para venda. A moeda alcançou R$ 3,8422 na máxima do dia, após chegar a recuar a R$ 3,7723 pela manhã, na mínima.

Na véspera, o dólar caiu 0,53%, a R$ 3,7765 para venda. Na semana e no mês, o dólar acumula queda de 2,23%. No ano, há alta de 42,04%.

A criação de vagas nos EUA fora do setor agrícola somou 271 mil no mês passado, o maior ganho desde dezembro de 2014, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira. A taxa de desemprego caiu para 5%, menor nível desde abril de 2008.

“(O aumento de juros) vai ter que vir em dezembro”, disse o gerente de câmbio da corretora BGC Liquidez, Francisco Carvalho. “Mas ainda falta um mês para a reunião do Fed, o mercado vai continuar especulando em cima de cada dado”.

Antes da divulgação dos números, o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, havia afirmado à Reuters que, mesmo possível desaceleração da geração de vagas ainda permitiria um aumento de juros.

Investidores também continuavam adotando cautela em meio às incertezas políticas e econômicas no Brasil, que vêm estimulando a volatilidade e reduzindo o volume de negócios nos mercados locais.

Ações do Banco Central

O Banco Central brasileiro deu continuidade, nesta manhã, à rolagem dos swaps cambiais que vencem em dezembro. Até agora, a autoridade monetária rolou o equivalente a 2,368 bilhões de dólares, ou cerca de 22% do lote total, que corresponde a 10,905 bilhões de dólares.

Entenda: swap cambial, leilão de linha e venda direta de dólares

O BC realizou na tarde de quinta-feira leilão de venda de até US$ 500 milhões com compromisso de recompra. Segundo a assessoria de imprensa da entidade, a operação não teve a finalidade de rolar contratos já existentes.

É a segunda vez que o BC promove uma intervenção desse tipo nesta semana, mesmo após um mês de alguma tranquilidade no câmbio.

Mesmo com o alívio recente, economistas consultados pela Reuters ainda esperam que o dólar volte acima de R$ 4 nos próximos meses. A moeda atingiria R$ 4,03 em janeiro e R$ 4,12 daqui a um ano, segundo a mediana das projeções de 24 instituições na pesquisa.

fonte: G1